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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Vagas abertas para Afroempreendedores na V Semana da Baixada



Estão abertas as vagas para Afroempreendedores para a próxima edição da feira UBUNTU, que acontecerá na V Semana da Baixada, durante os dias 20,21, 22 e 23 de setembro de 11 as 20hs. Para mais informações acesse a página do facebook da Feira Ubuntu ou entre em contato com Carla Cavallieri pelo Whatsapp (21) 99166 0779.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

IV JORNADA do LEAFRO (Realização: Leafro)

De 1 a 5 de dezembro acontece a IV Jornada do Laboratório de estudos afro-brasileiros e indígenas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e o PET Baixada é parceiro do Leafro nesse importante evento. A Jornada será realizada no IM, campus Nova Iguaçu da UFRRJ.



PROGRAMAÇÃO

Dia 1/12 (terça-feira) 

18h - Abertura: Lançamento livro Afro-Brasil: debates & pensamentos;
- Exposição - Ilustres & Anônimos – personalidades negras da Baixada Fluminense (Curador fotógrafo Paulo Santos); 
- Contação de história com Macedo Griot e homenagens
Local: saguão térreo bloco multimídia (em frente ao auditório)


Dia 2/12 (quarta-feira) 

10h as 12h - Palestra com vídeo: Infância e Educação das Relações Étnico-Raciais 
Local: sala 309 – bloco multimídia

16h às 18h30min - Roda de Conversa: Cultura Afro-Brasileira, Identidade e Patrimônio: expressões, formas e conhecimentos
Local: saguão térreo bloco administrativo (em frente ao RU)


19h - Painel: Samba, cultura e conhecimento: aprendendo com o samba no dia nacional do samba- Participação: compositores e intérpretes convidados (Realização: Trem da Harmonia Destino Baixada)
Local: auditório

Dia 3/12 (quinta-feira)

14h às 16h - Mesa Redonda: Políticas de Ação Afirmativa e Educação das Relações étnico-raciais em instituições de educação básica e profissional: Experiências no Colégio Pedro II, no DEGASE e na FAETEC"
Local: sala 309 – bloco multimídia

10h às 20h - Pôster: Apresentação dos trabalhos dos estudantes dos cursos de pós-graduação lato sensu Promoção da Igualdade Racial na Escola (MEC/INIAFRO), da linha de pesquisa Educação e Diversidade Étnico-Raciais do Programa de Pós-Graduação em Educação, Contexto Contemporâneo e Demandas Populares da UFRRJ, e grupos de pesquisas vinculados ao LEAFRO-NEABI-UFRRJ / Local: saguão térreo bloco multimídia (em frente ao auditório)

16h30min às 18h - Palestra com vídeo: Turismo e racismo 
Local: sala 309 – bloco multimídia

18h30min às 21h30min - Mesa Redonda: Mídia e Racismo: reprodução ou combate?  (vídeos Cultne - Asfilófio e jornalista Luciana Barreto) 
Local: auditório


Dia 4/12 (sexta-feira)

10h às 20h - Feira Ubuntu de Afroempreendedores
Local: saguão térreo bloco administrativo (em frente RU)

10h as 20h - Pôster: Apresentação dos trabalhos dos estudantes dos cursos de pós-graduação lato sensu Promoção da Igualdade Racial na Escola (MEC/INIAFRO), da linha de pesquisa Educação e Diversidade Étnico-Raciais do Programa de Pós-Graduação em Educação, Contexto Contemporâneo e Demandas Populares da UFRRJ, e grupos de pesquisas vinculados ao LEAFRO-NEABI-UFRRJ 
Local: saguão térreo bloco multimídia (em frente ao auditório)

16h as 18h - Mesa Redonda: Movimento negro e indígena: vozes da resistência 
Local: sala 210 – bloco multimídia 

19h as 21h - Roda de Conversa: A luta pelo reconhecimento e valorização do afro-brasileiro – poesias em homenagens a Luís Gama, Abdias do Nascimento, Joel Rufino, Azoilda Loretto, João Cândido... 
Local: auditório


Dia 5/12 (sábado) 

9h as 12h - Plenária: O LEAFRO-NEAB-UFRRJ: refletindo ações, demandas e perspectivas
Local: sala 209 - bloco multimídia



*Inscrições: 1 hora antes da realização da atividade
**Serão conferidos certificados para os participantes.



O conhecimento é como um jardim: se não for cultivado,
não pode ser colhido (provérbio africano)



Realização:
Leafro



Parcerias:
GPESURER; GPPICAfro; AFROSIN, OPAA, GEABE, FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ETNICO-RACIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, PetConexõesIM Baixada, Trem da Harmonia Destino Baixada



Apoio:
PROEXT
Instituto Multidisciplinar


sábado, 13 de junho de 2015

Desmistificando o terreiro com a Yalorixá Mãe Beata de Iemanjá


No dia 30 de abril, dia da Baixada Fluminense, realizamos a Roda de Conversa  A Universidade no Terreiro: Saberes e memória da Religiosidade Afro-Brasileira na Baixada Fluminense com a Yalorixá Mãe Beata de Iemanjá. A atividade foi realizada no próprio terreiro Ilê Omiojuaro, que fica em Miguel Couto, na cidade de Nova Iguaçu.



Foi com muita alegria que participamos dessa atividade, que possibilitou, para muitos, desmistificar a visão negativa que é comumente construída do que é um terreiro. Descobrimos que o terreiro também é um espaço de multiculturalidade e de política. “A religião não pode se desassociar à política. Isso que nós estamos fazendo aqui é uma política cultural” (Mãe Beata).

Fomos recebidos pelo Babaebé da comunidade (pai da comunidde, que tem a função de pensar como conduzir as discussões dentro do terreiro), que faz uma introdução e nos apresenta a Mãe Beata com muito carinho.

As religiões de matriz africana são originárias do continente africano, mas são resignificadas aqui, no Brasil. A vivência no terreiro proporciona uma rica experiência cultural, desde a culinária ao conhecimento sobre ervas medicinais. Inclusive a Mãe Beata fala um pouco sobre o convite que recebeu para passar esse conhecimento que ela tem - por ter sido escolhida para transmiti-lo dentro da visão de mundo Iorubá - para médicos. 

Mãe Beata de Iemanjá é Yalorixá (sacerdotisa suprema dos candomblés de origem Ketu-iorubá), escritora, artesã, griot (tem a função de transmitir as histórias, canções e conhecimentos de seu povo), desenvolve trabalhos relacionados à defesa e preservação do meio ambiente, aos direitos humanos, à educação, saúde, combate ao sexismo e ao racismo.


Ela critica a visão preconceituosa, europeia, sobre o Candomblé, que muitas vezes é chamado de seita, mas na verdade é uma religião; e também sobre Exu, que é um orixá. A imagem das religiões de matriz africana foi construída com base no medo e até hoje essa visão é predominante entre os leigos. Mas felizmente sabemos que a situação é reversível, quando se reconhece o preconceito fica mais fácil desconstruí-lo, buscando conhecimento.



 “Me chame de negra, é para isto que estou aqui. Não me chame de morena, nem de mulata, nem de sapoti. Eu sei que sou gostosa, eu sou linda, meus olhos brilham, agora mesmo quando eu te vi. Ai que coisa gostosa quando eu digo isso! Meus parentes vieram da África e eu nasci no Brasil. Sou do Candomblé, religião dos Orixás. Os Orixás mudaram meu nome porque viram que eu era capaz. Hoje em dia me conhecem como Beata de Iemanjá. Discuto, falo, cada vez eu quero mais! Defendo o meu povo, para isto eu sou capaz! Mulheres, me deem a mão, os homens, cheguem para cá. Vocês também são nossos pares, venham nos ajudar! No momento da nossa defesa, apartheid para nós jamais!" (Mãe Beata)


Por: Stephanie Nunes

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Empoderamento Negro na Universidade: II Calourada Preta - Mariana/MG



Mês passado, nosso grupo esteve em Minas para o XV SudestePET, e descobrimos que também ocorreria nesse período o II Calourada Preta - O corpo negro que incomoda - no campus Mariana, também da UFOP. Felizmente, apesar de não termos organizado uma logística para participar dos dois eventos: conseguimos! A petiana Cátia Correia participou da Calourada Preta e dividiu conosco a experiência. 

“Na sexta, dia 10, pela manhã, na  mesa de debates sobre feminismo negro, com mediação das professoras Benilda Brito e Dulce M. Pereira, foram levantados os tópicos: Trans feminismo negro; valores afro diaspóricos; ancestralidade/singularidade/resistência/resiliência; SORORIDADE entre feminismo e feminismo negro; Marcha das mulheres negras; EPISTEMICÍDIO; e Autoras de textos literários e teóricos que auxiliam a mulher negra no seu processo de empoderamento (Ana maria Gonçalves, Carolina Maria de Jesus, bell hooks, Sueli Carneiro, Lélia gonzalez, Jurema Vernek, Beatriz Nascimento). As professoras deram depoimentos de como foi difícil o acesso até a formação acadêmica e a importância de abrir caminho através de lutas de acesso e permanência para a nova geração de jovens negros no Brasil. Foi uma experiência de identificação muito rica e construtiva, com espaço para troca e interação.

Havia uma exposição de fotos que tratava da transição capilar - processo de retirada de vestígios de produtos químicos do cabelo. Jovens do próprio campus cederam suas fotos do antes e depois e deram um depoimento do processo de transição capilar. A exposição valorizou a estética do cabelo crespo, característica do negro, e a importância de identificar suas raízes, reiterando a questão da ancestralidade.

A noite djs tocaram músicas de raízes negras, na atividade cultural que também contou com a presença de Raika dos santos, cantora, ativista e rapper negra, que traz em suas músicas a valorização do povo e da mulher negra!

Agradeço ao professor Otair e a todo grupo Petconexões por terem me permitido ter essa oportunidade, a interação e o convívio com os alunos da UFOP - Mariana me deu novo folego e fortaleceu ainda as minhas convicções de luta como negra, mulher, cotista e moradora de uma região considerada ‘periférica’ creio que a minha interação com os organizadores do evento foi uma troca mútua de experiências e incentivos, já que compartilhamos grande parte das pautas de luta. Seria muito interessante poder trazer esse evento para dentro da UFRRJ, e reafirmar a unidade de luta do povo Negro dentro das UFES. ”

Texto: Cátia Regina
Revisão: Stephanie Nunes

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